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Orgia de Gaspar Noé choca Cannes

"E enquanto alguns se sentem no paraíso, a maioria deles mergulha no inferno".

Numa sessão que contou até com um momento de dança no seu final, Gaspar Noé apresentou hoje no Festival de Cannes, na Quinzena dos Realizadores, o seu mais recente trabalho, Climax.

No filme, que prometia ser uma "viagem ao inferno" em plenos anos 90, somos confrontados com um trabalho de câmera neurótico, um verdadeiro dispositivo giratório "on Ecstasy" onde não faltam neons, os cortes da montagem em fade out tão típicos do realizador, mas também com uma orgia onde um misto de sexo e violência trespassa o espectador. "É um filme colectivo", disse Noé, perante um público que assiste a um grupo de foliões a terem de lidar com o poder das drogas e das psicoses quando alguém coloca psicotrópicos na sangria.

Na banda-sonora, destaque para temas de bandas que vão desde os Rolling Stones a Daft Punk. Entre Step Up e Saló, passando por Buñuel, Noé conquistou assim uma multidão que apesar do choque aplaudiu o filme no seu final.



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