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Morreu Vittorio Taviani, cineasta italiano de «César deve Morrer»

Morreu Vittorio Taviani, cineasta que em conjunto com o seu irmão, Paolo, dirigiu alguns dos mais elogiados filmes da cinematografia italiana. Entre os seus trabalhos conta-se obras como Padre Padrone (1977), Fiorile (1993) e César Deve Morrer (2012), todos eles com uma incisiva questão social. Tinha 88 anos.

Nascido a 20 de setembro de 1929, em Toscana, Vittorio era o mais velho dos irmãos Taviani, tendo Paolo nascido dois anos depois. Ambos seguiram para a Universidade de Pisa, para estudar direito, acabando por abandonar devido a uma crescente paixão pelo Cinema. Segundo consta, foi ao ver Paisá (Libertação) de Roberto Rossellini, em 1946, que tal interesse pela Sétima Arte suscitou. Começaram por escrever e realizar algumas curtas e peças teatrais, até que em 1962, estrearam na televisão com Un uomo da bruciare, filme sobre a vida do jornalista e ativista político Salvatore Carnevale, assassinado na Sicília em 1955. A obra estreou no Festival de Veneza, tendo sido consagrado com o Prémio da Crítica.

I sovversivi (Os Subversivos, 1967)

Um ano depois segue I fuorilegge del matrimonio, um docudrama sobre a lei do divorcio, o filme-mosaico I sovversivi (Os Subversivos, 1967), a adaptação de Tolstoy, San Michele aveva un gallo (São Miguel Tinha um Galo, 1972) e Allonsanfàn (Que Viva a Revolução, 1974) com Marcello Mastroianni. Em 1977 surge um dos seus grandes sucessos, Padre Padrone, inspirado na biografia de Gavino Ledda, a luta de um pai numa Sardenha profunda. O filme passou por Berlim, tendo vencido o Grande Prémio Interfilm, e em Cannes onde para além do Prémio FIPRESCI foi galardoado com a Palma de Ouro.

Em 1986, os irmãos foram laureados com o Leão de Ouro de Carreira, em Veneza. Ano seguinte, realizam Good morning Babilonia (Bom Dia, Babilónia), onde o ator português Joaquim de Almeida era um dos protagonistas. Em 2002 conquistariam o Urso de Ouro no Festival de Berlim com um do seus filmes mais aclamados, Cesare deve morire (César deve Morrer), onde um grupo de prisioneiros de um prisão de alta-segurança encenam a peça de Shakespeare, Julius César, por parte de prisioneiros.

Maraviglioso Boccaccio (Maravilhoso Boccaccio, 2015) e Una Questione Privata (2017) foram os seus últimos trabalhos.



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