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Ganha forma a cinebiografia sobre a atriz Romy Schneider

Obra irá centrar-se na luta da atriz para executar  «O Bar da Última Esperança» 




Vai ganhando forma a cinebiografia em torno da atriz Romy Schneider – que vai começar as filmagens em Março de 2013. O produtor Raymond Danon  está em Cannes a finalizar acordos de financiamento para o filme, que terá a realização de Géraldine Danon.

Na obra, e ao contrário das cinebiografias normalmente apresentadadas no cinema, o foco não será a vida da atriz ao longo dos tempos, mas sim contar um episódio que envolve a luta de Schneider para levar o filme « O Bar da Última Esperança»  aos cinemas. «Ela estava absolutamente determinada em fazer o filme ainda que na sua vida pessoal tivesse de lidar com problemas de saúde e a morte do seu filho (…) porém, o seu espírito e carisma brilharam neste momento», adiantou o produtor sobre as razões que o levaram a optar por contar este episódio da vida da atriz.

Recordamos que em «O Bar da Última Esperança» encontramos Schneider como a esposa de Max Baumstein (Michel Piccoli), presidente de uma respeitada organização humanitária que recebe friamente o embaixador do Paraguai. Julgado, ele explicou seu gesto: o embaixador foi um antigo oficial nazi, responsável pelo assassinato da sua família.

Há quem diga que Schneider esforçou-se particularmente para que esta obra avançasse devido a questões de «culpa», já que os pais da atriz foram conhecidos de Adolf Hitler, um facto que perseguiu Schneider durante toda a sua vida.
 
 
 
Sobre Romy Schneider

Filha dos atores Magda Schneider e Wolf Albach-Retty, a jovem Schneider sempre chamou a atenção pela sua beleza e estreou-se aos 14 anos de idade no cinema em «Wenn der weiße Flieder wieder blüht» (Quando Voltam a Florescer os Lilases), um filme onde participou ao lado da sua mãe, que controlou a sua carreira até que  se casou pela primeira vez.

Aos 17 anos, em 1955, Schneider ficou famosa por viver o papel de Sissi, a imperatriz da Áustria, num filme homónimo, tendo gerado duas sequelas: «Sissi, a Jovem Imperatriz» e « Sissi e o Destino». Mais tarde afastou-se deste género de papéis e surpreendeu o mundo e os seus fãs ao participar em «Senhoras de Uniforme» (1958), uma obra com contornos lésbicos num colégio feminino, e em «Christine» (1958), filme onde se apaixonou por Alain Delon e com que viria a ter uma relação intensa até 1963, mas onde nunca se casariam (apesar de o terem anunciado várias vezes).
 
 

Posteriormente, participou em filmes marcantes como «O Processo» (1962), obra Kafkiana onde dividia o ecrã com Anthony Perkins e Jeanne Moreau, «O Cardeal», de Otto Preminger, «Empresta-me o teu marido» (1964), ao lado de Jack Lemmon, «O Maior Espião da História» (1966), ao lado de Christopher Plummer, «A Piscina» (1969), de novo ao lado de Alain Delon, e «As Coisas da Vida» (1970) de Claude Saudet (cineasta que a escolheu para uma série das suas obras).

Os anos 70 foram bastante ricos em participações da atriz, onde se incluem filmes como «Luís da Baviera» (1972), de Luchino Visconti (que representou uma mudança na direção da carreira da atriz), «O Importante é Amar» (1975), de Andrzej Zulawski, «Os Inocentes de Mãos Sujas» (1978), de Claude Chabrol, e «A Luz da Paixão», de Costa-Gavras.

«A Morte em Direto» (1980), de Bertrand Tavernier, «Sem Culpa Formada» (1981), de Claude Miller, e «O Bar da Última Esperança» (1984) foram as suas obras mais marcantes na década de 80, altura em que viria a falecer aos 43 anos devido a uma paragem cardíaca.


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