Menu
RSS

André G

Mais um trailer de "Avengers: Endgame"

A Marvel divulgou um novo trailer para Avengers 4 (Avengers: Endgame).

O filme será a continuação de Avengers: Infinity War, que deixou os fãs inquitetos e desejosos por respostas.

Os realizadores Anthony Russo e Joe Russo dizem que este novo capítulo será a verdadeira "culminação" do Universo Cinematográfico Marvel e que "será maior" (em escala) do que a Guerra Civil porque temos mais do que o dobro de personagens e Thanos é cósmico. A escala é o Universo.

O filme chega aos nossos cinemas a 25 de abril.

«High Flying Bird» (O Céu é o Limite) por André Gonçalves

  • Publicado em Critica

They invented a game on top of the game. 

Steven Soderbergh pode sempre parecer o maior camaleão experimentalista dos Estados Unidos, mas High Flying Bird, o seu segundo filme filmado inteiramente com um iPhone - e o primeiro a fazer-nos cair o queixo com este facto - é "business as usual" (expressão tipicamente inglesa, que significa constância).

E se o espectador olhar bem para a sua filmografia, pode facilmente detetar, independentemente do género e formato (digital, película, câmara de telemóvel) que use, que o negócio do cineasta multifacetado é... o negócio. O capital humano, face ao capitalismo selvagem. Desde o sexo/corpo (The Girlfriend Experience, Magic Mike), às drogas (Traffic), cancro (Erin Brokovich), metendo até as seguradoras ao barulho (Unsane).

Nesta sua última obra, com título inspirado por um tema musical dos anos 60, os pássaros que voam alto que nos perguntamos se ainda olham para baixo são, de um modo mais literal os jogadores de basquetebol, o "desporto mais sexy". Mas o jogo é outro: o que Soderbergh decide mostrar é que para além do jogo de basquetebol profissional - que nunca é filmado aqui, aliás - é que há todo um conjunto de jogadas de bastidores, mas no fundo a base é a mesma: conseguir tirar a bola da mão do outro jogador, se temporariamente. Inventou-se então um jogo por cima do que vemos habitualmente no ecrã de televisão.

 

O filme não se inibe em disparar para todas as direções, começando sim no whitewashing corporativo da NBA, para falar sobre as consequências de se ser diferente nos desportos (e aqui, a orientação sexual como sendo o maior pecado e uma arma possível de arremesso), notícias falsas, impacto das redes sociais (num dos melhores momentos, é enaltecida a potencial inveja de ter um evento que poucos conseguiram captar para milhões consumir num site de alojamento de vídeos; o carácter elitista deste evento portanto, e claro, a monetização que possa gerar como consequência), e até os novos serviços de streaming, onde até a Netflix, casa deste filme, não sai imune. 

Aqui, nesta equipa, todos aparentam estar a querer mais poder, mesmo que não o admitam. É ganhar ou sair do jogo. Andre Holland, Melvin Gregg, Zazie Beetz, Sonja Sohn, Kyle McLachlan, Paul Duke e Zachary Quinto são as principais estrelas ganhadoras em campo, um campo gerido pelo cineasta como "o seu campo", por vezes demasiado seco e perigoso para quedas, com um esquema que privilegia sempre a interação pessoal à ação, como poucos conseguem replicar e/ou têm ousadia de o fazer. Porque de facto, estamos cada vez menos dados a cinema puramente verborreico; queremos os melhores momentos do jogo, os grandes planos. Não os temos aqui, e daí também a advertência final: este pássaro voa alto, e sem preocupações de quem o queira acompanhar. Talvez seja essa a derradeira liberdade, e a única forma de sair a vencer.  

 

André Gonçalves

 

Novo trailer de "Avengers: Endgame"

A Marvel divulgou um novo teaser trailer para Avengers 4 (Avengers: Endgame).

O filme será a continuação de Avengers: Infinity War, que deixou os fãs inquitetos e desejosos por respostas.

Os realizadores Anthony Russo e Joe Russo dizem que este novo capítulo será a verdadeira "culminação" do Universo Cinematográfico Marvel e que "será maior (em escala) do que a Guerra Civil porque temos mais do que o dobro de personagens e Thanos é cósmico. A escala é o Universo.

Os próximos filmes da Marvel Studios incluem o Capitão Marvel em março de 2019, Avengers: Endgame em maio de 2019 e um novo capítulo do Homem-Aranha em julho de 2019.

«Destroyer» (Ajuste de Contas) por André Gonçalves

  • Publicado em Critica

Pode uma transformação física minar todo o julgamento que possamos ter sobre um filme? 

Em boa verdade, culpe-se o marketing, que colocou a transformação de Nicole Kidman no centro da sua promoção, prometendo-nos uma performance para os livros de história. Aliás, não demorou muito tempo para haver uma contra-reação, a gozar quer com a maquilhagem que a atriz pôs na cara para a envelhecer e lhe fazer parecer que esteve 16 anos a consumir a sua própria culpa ao pequeno-almoço em vez dos cereais açucarados que o comum humano toma, quer até com a peruca que usa nos flashbacks para o ponto da sua vida onde tudo dá para o torto (Kidman tem usado tantas perucas que se tornou um alvo fácil). 

marketing não mentiu, atenção. Mas omitiu que por detrás de uma grande performance, há sim um filme sempre interessante.

Comecemos pela performance, injustamente subestimada - ou subvista? - nesta temporada de prémios (talvez apenas comparável, na maneira como usa o deglam a favor de uma mudança completa a nível de linguagem corporal e voz, a Charlize Theron em Monster, e à sua própria performance em The Hours). A maquilhagem da atriz não impede esconder um dos rostos mais conhecidos de Hollywood, mas é também ela um instrumento essencial tanto à performance como à narrativa do próprio filme, sempre posicionando-nos em dois tempos, colocando-nos diretamente no transe da sua protagonista. Não é por acaso que o filme abre precisamente com um close up de meia cara de Kidman, onde os seus olhos azuis claramente viram tudo o que havia para ver, ou então imaginaram o cenário pior. Quando não estamos a olhar para ela, estamos a olhar o que vê, embora os olhos da câmara por vezes se coloquem fora do seu corpo, em modo observatório/águia face a planos mais panorâmicos ou, numa ocasião particular, como uma lesma colada ao carro que usa para executar o seu "ajuste de contas". 

A pessoa destruidora do título aponta para a protagonista e ao seu circuito de autodestruição, que finalmente encontra um último gás para desatar a perseguir o outro "destruidor" ao qual o título também pode fazer alusão: mais do que um vilão clássico invencível, este é retratado como um mero peão igualmente humano - se menos aprofundado que a anti-heroína - no jogo de pilhagem. A maneira como este desenlace é resolvido faz lembrar precisamente o outro thriller superlativo do ano - Widows de Steve McQueen, também ele uma subversão de género e raça face ao que estávamos habituados a assistir na década de 70, de Siegel (o Dirty Harry de Clint Eastwood) a Friedkin (The French Connection).

Sim, há uma tensão soberbamente engendrada por Karyn Kusama a meio, com Erin a sabotar ela própria, não pela vontade de sair a ganhar, mas pela sua força da sua fisicalidade débil em modo "sobrevivência", um assalto ao banco que culmina no que pode ser descrito numa versão sangrenta de uma luta de lama, e num dos vários momentos estranhamente tocantes da película, onde ambas as mulheres acabaram por ser vítimas do mesmo homem, em níveis diferentes. Mas olhe-se para o desenlace final a seco, preocupado em resolver em contra-relógio a situação, pelas feridas entretanto acumuladas, pelos parceiros de crime, ou pela culpabilização da própria, e o abrir da boca será mais pelo desenho da reviravolta final do que pela maneira gloriosa e “hollywoodesca” como este (não) é executado.    

Embora use as suas influências canónicas do noir e neo-noir como motivo de existência (o arquétipo do detetive sujo e deformado seja praticamente tão antigo como o género onde se insere), e abuse na redução dos frames por segundo numa imagem final (picuinhice pessoal), Destroyer merece tanto mais que um mero rótulo de policial rotineiro. 


André Gonçalves 

«Can You Ever Forgive Me?» por André Gonçalves

  • Publicado em Critica

Costuma-se dizer de muito cinema, que não importa o destino, mas sim a viagem. Claro que este comentário se aplica sobretudo a géneros pré-formatados, como a comédia romântica... ou, nesta temporada de prémios, o mais legitimado (obrigado, Academia) "biopic", "baseado em factos reais". Ora, se o final é conhecido à partida, a força que uma obra desta categoria fica de facto toda concentrada no método usado.

Perante a história verídica, que posteriormente originou um livro de memórias, de Lee Israel, uma escritora nova-iorquina alcoólica que nem a renda consegue pagar, e um dia tem uma oportunidade caída do céu para fazer algum dinheiro fácil, Marielle Heller (Diary of a Teenage Girl) preferiu seguir a rota mais previsível - a sua realização preocupa-se em enquadrar de uma forma anónima duas personagens (desafio o espectador a lembrar-se de um único plano deste filme) e dar força aos atores que as encarnam. 

O crime de Israel foi falsificar dezenas de cartas de escritores famosos; o crime de Heller é não ser suficientemente criativa para não reforçar precisamente esta repetição, e se há dose de sarcasmo ainda a jorrar para causar alguns choques ocasionais e impedir que o espectador caia na total apatia, imaginamos que seja mais proveniente da sua coargumentista Nicole Holofcener (Please Give), que ainda assim se vê anulada face ao expetável.

Sendo então este o tradicional filme académico virado para os atores, há que dizer que tanto o deglam de Melissa McCarthy, numa tentativa também pessoal de legitimação (junto ao segmento elitista que não aceita comédia como género sério), como a excentricidade finalmente consagrada de Richard E. Grant (na sua primeira nomeação ao Oscar, aleluia) formam a dupla necessária para pelo menos querermos permanecer nos nossos lugares e não ligar o wikipedia. 

Sem o trunfo de possuir um segredo por revelar no seu percurso de um The Wife, mas também sem o chico-espertismo condescendente de Adam McKay em Vice (ao menos isso!), Can You Ever Forgive Me? é assim um filme cuja viagem demasiado decente consiste num encolher de ombros enquanto tentamos colher o máximo de entretenimento nas interações entre os atores, e nos shots ocasionais de talento nos diálogos. Exigir mais do que isto, no entanto, é também cumprir o ditado do primeiro parágrafo. 

 

André Gonçalves

Trailer para "Dolor y Gloria", novo filme de Pedro Almodóvar

Três anos depois de Julieta, Pedro Almodóvar está de volta com nova longa-metragem, e um primeiro trailer acaba de ser lançado.

Dolor Y Gloria marca o reencontro com dois atores que ajudou a revelar ao mundo: Penélope Cruz (Tudo Sobre a Minha Mãe) e António Banderas (A Lei do Desejo). A eles acrescentam-se ainda Asier Etxeandía (Mama) e Julieta Serrano, outra colaboradora frequente do cineasta e que marcou presença em filmes como Matador ou Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos

O argumento é, como habitual, da sua autoria, falando-nos de um realizador de cinema que reflete sobre as suas escolhas que fez no passado e que regressam para o assombrar. Um tema verdadeiramente "Almodovariano", portanto. 

O filme tem data de estreia marcada para dia 22 de Março em Espanha.

 

«Green Book» conquista produtores norte-americanos

Entre polémicas recentes (que incluem um tweet islamofóbico do argumentista Nick Villalonga repescado nas últimas semanas), o que é certo é que Green Book - Um Guia Para a Vida continua a somar e a seguir na liderança. 

Depois do Globo de Ouro, o filme de Peter Farrelly acaba de conquistar o prémio da associação de produtores norte-americanos (Producers Guild of America, ou PGA). Relembramos que nos dez anos anteriores,  8 filmes que conquistaram este troféu acabaram por vencer o Oscar de Melhor Filme, sendo as duas únicas exceções um filme que chegou efetivamente a ser chamado ao palco (La La Land) e The Big Short de Adam McKay

Nas outras categorias, os vencedores foram Homem-Aranha: No Universo Aranha (Filme de Animação), Won't You Be My Neighbour (Documentário), The Americans (série dramática), The Marvelous Mrs. Maisel (série de comédia), The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story (minissérie), Fahrenheit 451 (telefilme)Anthony Bourdain: Parts Unknown (documentário televisivo), RuPaul's Drag Race (programa de competição), Comedians in Cars Getting Coffee (formato curta), Sesame Street (programa infantil) e Being Serena (programa desportivo). 

Dario Argento acusa novo «Suspiria» de trair o espírito do original

Estreado mundialmente no último Festival de Veneza entre aplausos e apupos, Suspiria de Luca Guadagnino teve uma carreira comercial atribulada para dizer o mínimo (rendeu pouco mais de 6 milhões por todo o mundo) - sobretudo enquanto remake de um clássico protagonizado por Dakota Johnson, recém-saída da saga As Cinquenta Sombras de Grey. Para adensar a trama, a obra encontrou agora um inimigo de peso: Dario Argento, realizador do filme original de 1977.

Segundo Guadagnino, Argento tinha-lhe dado a benção para fazer a sua própria cena num jantar entre os dois realizadores, tendo até sugerido que Argento teria ficado contente com o seu resultado final.

No entanto, terá havido aqui um mal-entendido. O feedback oficial de um dos pais do género giallo surgiu entretanto numa entrevista para a Radio Rai 1, e as suas palavras não foram de todo simpáticas. "Não me entusiasmou, traiu o espírito do filme original: não há medo, não há música", disse, quando questionado sobre o que achou desta nova versão, que considera no global "mais ou menos", reconhecendo no entanto que a obra é "refinada, como Guadagnino ".

O filme encontra-se atualmente em streaming na Amazon Video e iTunes, estando o lançamento em Blu-ray (internacionalmente) programado para o próximo dia 29 de janeiro. 

Quanto a Dario Argento, ele está atualmente a trabalhar num novo projeto, do qual ainda não sabemos muito e ele também não quis revelar: "Nós escolhemos um título, mas eu não gostei, era mau, feio", concluiu.

«The Favourite» (A Favorita) por André Gonçalves

  • Publicado em Critica

Pioneiro de uma nova vaga do cinema grego, em plena época de crise internacional, aprendemos primeiro a pronunciar o seu nome quando o vimos a "brincar" à experiência social parental numa metáfora sobre como estamos condicionados a aceitar o que nos é dito como verdade. O seu nome é Yorgos Lanthimos e o filme era Canino, já na altura um invasor ilustre na Academia de Hollywood - mas um filme que não tinha quaisquer cedências ao mainstream. O soco no estômago era evidente. 

Passaram-se praticamente dez anos, e se calhar fomos nós espectadores mais assíduos do seu cinema que endurecemos (e também ter um Lars Von Trier particularmente sádico e deprimente logo a abrir 2019 pode ter "estragado" o restante ano, é verdade!), mas se há uma sensação difícil de abandonar depois de testemunhar esta história de amor, obsessão e traição a três, em que duas mulheres (Emma Stone e Rachel Weisz) disputam a atenção da Rainha Anne (Olivia Colman) na corte do século XVIII, em todo o seu homoerotismo evidente, é a de que o realizador amoleceu com o tempo. Vemos aqui um sadismo sempre bem domesticado, por assim dizer, para agradar não só aos gregos que acudiram ao seu cinema enquanto ainda era falado na sua língua, mas também ao público troiano que o apanhou posteriormente, ou só mesmo agora, quando na manhã de nomeações aos Oscar, se confirmar um dos principais favoritos às cobiçadas estatuetas douradas. Provavelmente estará a ler esta crítica e a pensar: "E então?" Será este um problema de expetativas? 

Olhando para os créditos pode ajudar a justificar esta nova brisa de mudança melhor: esta é efetivamente a sua primeira experiência exclusivamente como realizador desde a sua badalada terceira longa-metragem (e sim, Canino foi o seu terceiro filme!), esse filme digno de entrar em todos os cânones do novo século - quebrando assim a sua parceria com o seu co-argumentista Efthymis Filippou, formada ao longo das últimas quatro fitas. Em seu lugar estão a estreante Deborah Davis e o veterano Tony McNamara (com longo currículo em escrita para televisão e um par de créditos em cinema por comédias românticas). São eles a fornecer desta feita a carne para canhão, isto é, as linhas de diálogo para um trio de atrizes que as usa para tentar sempre ganhar vantagem pessoal.

Quanto a Lanthimos, esse parece mergulhado claramente numa fase Kubrick, desde que a sua integração numa cultura anglo-saxónica foi dando lugar. Tínhamos notado ecos de Eyes Wide Shut - De Olhos Bem Fechados em O Sacrifício de Um Cervo Sagrado (com o bónus de ter uma repetição de Nicole Kidman, a precisar de cuidados sexuais especiais), e com este seu primeiro filme de época (outra jogada atípica), temos claramente uma cinematografia emprestada a Barry Lyndon. São bons pontos de referência, talvez até os meus dois filmes favoritos do cineasta tido como mais cínico e frio do ocidente. Mas são pontos também de distração, para alguém que tínhamos como uma das vozes mais distintas da sua geração. 

Tendo este claro travo de desilusão engolido de quem segue o cineasta desde a sua grande obra-prima, resta também dar uma palmada nos ombros ao extenso hype que entretanto esta obra já gerou: sim, The Favourite é divertido q.b. - ou até em demasia! - e há ainda assim na realização um enquadramento bastante peculiar e único que coloca em perspetiva estas relações de poder, de uma maneira que este filme nunca possa ser confundido com um telefilme BBC. Falta o murro no estômago, a ambiguidade causada por Canino, A Lagosta e até Alps. Lanthimos não se vendeu totalmente à indústria, mas este não deixa ainda assim de ser o seu filme mais acessível, e atrevo-me a dizer, passando a provocação que adoraria ter sentido aqui... básico.  

 

André Gonçalves

 

«The Favourite» lidera nomeados aos BAFTA

The Favourite, filme do cineasta grego Yorgos Lanthimos,volta a fazer jus ao seu nome ao liderar a lista de nomeações aos prémios BAFTA, entregues pela Academia de Cinema e TV britânica. São assim 12 nomeações ao todo, que incluem Melhor Filme, Melhor Filme Britânico, Melhor Realizador, Melhor Atriz (Olivia Colman), Melhor Atriz Secundária (Emma Stone e Rachel Weisz) e Melhor Argumento Original.

Na corrida para Melhor Filme, seguem-se expectavelmente A Star is Born, BlacKKKlansman, Green Book e Roma

Surpresas? A total ausência de First Reformed de Paul Schrader, certamente. E de Emily Blunt (quer por Mary Poppins Returns, quer por A Quiet Place). O relativo afastamento de If Beale Street Could Talk, que incluiu a omissão da favorita da crítica e vencedora do Globo de Ouro no passado domingo Regina King (a atriz já tinha sido omitida pelos prémios dos Screen Actors Guild, ficando o caminho para o Oscar mais aberto para Amy Adams por exemplo - que arrisca, tal como Glenn Close, a ter o seu primeiro Oscar este ano). O filme de Barry Jenkins foi visto pelos membros da academia, que ainda assim lhe atribuíram duas nomeações: Argumento Adaptado e Música. 

Cold War de Paweł Pawlikowski será certamente outra surpresa, com nomeações para Realizador, Fotografia e Argumento Original a juntar à mais óbvia nomeação para Filme em Língua Não-Inglesa, tendo ficado assim bem perto do top 5. Viola Davis acaba por ser a única representante de Widows quando já ninguém dava pelo filme de Steve McQueen. E First Man de Damien Chazelle consegue ainda assim estar entre os filmes mais nomeados, mesmo tendo perdido as nomeações mais importantes (Filme, Realizador, Ator) - são 7 indicações ao todo. 

Segue-se a lista completa de nomeados (via http://www.bafta.org/film/awards/ee-british-academy-film-awards-nominees-winners-2019): 

MELHOR FILME:

  • BLACKkKLANSMAN Jason Blum, Spike Lee, Raymond Mansfield, Sean McKittrick, Jordan Peele
  • THE FAVOURITE Ceci Dempsey, Ed Guiney, Yorgos Lanthimos, Lee Magiday
  • GREEN BOOK Jim Burke, Brian Currie, Peter Farrelly, Nick Vallelonga, Charles B. Wessler
  • ROMA Alfonso Cuarón, Gabriela Rodríguez
  • A STAR IS BORN Bradley Cooper, Bill Gerber, Lynette Howell Taylor

MELHOR FILME BRITÂNICO:

  • BEAST Michael Pearce, Kristian Brodie, Lauren Dark, Ivana MacKinnon
  • BOHEMIAN RHAPSODY Bryan Singer, Graham King, Anthony McCarten
  • THE FAVOURITE Yorgos Lanthimos, Ceci Dempsey, Ed Guiney, Lee Magiday, Deborah Davis, Tony McNamara
  • McQUEEN Ian Bonhôte, Peter Ettedgui, Andee Ryder, Nick Taussig
  • STAN & OLLIE Jon S. Baird, Faye Ward, Jeff Pope
  • YOU WERE NEVER REALLY HERE Lynne Ramsay, Rosa Attab, Pascal Caucheteux, James Wilson

MELHOR ESTREIA DE UM CINEASTA BRITÂNICO (ARGUMENTISTA, REALIZADOR OU PRODUTOR):

  • APOSTASY Daniel Kokotajlo (Argumentista/Realizador)
  • BEAST Michael Pearce (Writer/Director), Lauren Dark (Produtor)
  • A CAMBODIAN SPRING Chris Kelly (Writer/Director/Produtor)
  • PILI Leanne Welham (Writer/Director), Sophie Harman (Produtor)
  • RAY & LIZ Richard Billingham (Writer/Director), Jacqui Davies (Produtor)

FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA: 

  • CAPERNAUM Nadine Labaki, Khaled Mouzanar
  • COLD WAR Paweł Pawlikowski, Tanya Seghatchian, Ewa Puszczyńska
  • DOGMAN Matteo Garrone
  • ROMA Alfonso Cuarón, Gabriela Rodríguez
  • SHOPLIFTERS Hirokazu Kore-eda, Kaoru Matsuzaki

DOCUMENTÁRIO:

  • FREE SOLO Elizabeth Chai Vasarhelyi, Jimmy Chin
  • McQUEEN Ian Bonhôte, Peter Ettedgui
  • RBG Julie Cohen, Betsy West
  • THEY SHALL NOT GROW OLD Peter Jackson
  • THREE IDENTICAL STRANGERS Tim Wardle, Grace Hughes-Hallett, Becky Read

FILME DE ANIMAÇÃO:

  • INCREDIBLES 2 Brad Bird, John Walker
  • ISLE OF DOGS Wes Anderson, Jeremy Dawson
  • SPIDER-MAN: INTO THE SPIDER-VERSE Bob Persichetti, Peter Ramsey, Rodney Rothman, Phil Lord

REALIZADOR:

  • BLACKkKLANSMAN Spike Lee
  • COLD WAR Paweł Pawlikowski
  • THE FAVOURITE Yorgos Lanthimos
  • ROMA Alfonso Cuarón
  • A STAR IS BORN Bradley Cooper

ARGUMENTO ORIGINAL:

  • COLD WAR Janusz Głowacki, Paweł Pawlikowski
  • THE FAVOURITE Deborah Davis, Tony McNamara
  • GREEN BOOK Brian Currie, Peter Farrelly, Nick Vallelonga
  • ROMA Alfonso Cuarón
  • VICE Adam McKay

ARGUMENTO ADAPTADO:

  • BLACKkKLANSMAN Spike Lee, David Rabinowitz, Charlie Wachtel, Kevin Willmott
  • CAN YOU EVER FORGIVE ME? Nicole Holofcener, Jeff Whitty
  • FIRST MAN Josh Singer
  • IF BEALE STREET COULD TALK Barry Jenkins
  • A STAR IS BORN Bradley Cooper, Will Fetters, Eric Roth

ATRIZ:

  • GLENN CLOSE The Wife
  • LADY GAGA A Star Is Born
  • MELISSA McCARTHY Can You Ever Forgive Me?
  • OLIVIA COLMAN The Favourite
  • VIOLA DAVIS Widows

ATOR:

  • BRADLEY COOPER A Star Is Born
  • CHRISTIAN BALE Vice
  • RAMI MALEK Bohemian Rhapsody
  • STEVE COOGAN Stan & Ollie
  • VIGGO MORTENSEN Green Book

ATRIZ SECUNDÁRIA:

  • AMY ADAMS Vice
  • CLAIRE FOY First Man
  • EMMA STONE The Favourite
  • MARGOT ROBBIE Mary Queen of Scots
  • RACHEL WEISZ The Favourite

ATOR SECUNDÁRIO: 

  • ADAM DRIVER BlacKkKlansman
  • MAHERSHALA ALI Green Book
  • RICHARD E. GRANT Can You Ever Forgive Me?
  • SAM ROCKWELL Vice
  • TIMOTHÉE CHALAMET Beautiful Boy

MÚSICA ORIGINAL: 

  • BLACKkKLANSMAN Terence Blanchard
  • IF BEALE STREET COULD TALK Nicholas Britell
  • ISLE OF DOGS Alexandre Desplat
  • MARY POPPINS RETURNS Marc Shaiman
  • A STAR IS BORN Bradley Cooper, Lady Gaga, Lukas Nelson

FOTOGRAFIA: 

  • BOHEMIAN RHAPSODY Newton Thomas Sigel
  • COLD WAR Łukasz Żal
  • THE FAVOURITE Robbie Ryan
  • FIRST MAN Linus Sandgren
  • ROMA Alfonso Cuarón

MONTAGEM:

  • BOHEMIAN RHAPSODY John Ottman
  • THE FAVOURITE Yorgos Mavropsaridis
  • FIRST MAN Tom Cross
  • ROMA Alfonso Cuarón, Adam Gough
  • VICE Hank Corwin

DIREÇÃO ARTÍSTICA: 

  • FANTASTIC BEASTS: THE CRIMES OF GRINDELWALD Stuart Craig, Anna Pinnock
  • THE FAVOURITE Fiona Crombie, Alice Felton
  • FIRST MAN Nathan Crowley, Kathy Lucas
  • MARY POPPINS RETURNS John Myhre, Gordon Sim
  • ROMA Eugenio Caballero, Bárbara Enríquez

GUARDA-ROUPA:

  • THE BALLAD OF BUSTER SCRUGGS Mary Zophres
  • BOHEMIAN RHAPSODY Julian Day
  • THE FAVOURITE Sandy Powell
  • MARY POPPINS RETURNS Sandy Powell
  • MARY QUEEN OF SCOTS Alexandra Byrne

CARACTERIZAÇÃO: 

  • BOHEMIAN RHAPSODY Mark Coulier, Jan Sewell
  • THE FAVOURITE Nadia Stacey
  • MARY QUEEN OF SCOTS Jenny Shircore
  • STAN & OLLIE Mark Coulier, Jeremy Woodhead
  • VICE Nomeados a determinar

SOM:

  • BOHEMIAN RHAPSODY John Casali, Tim Cavagin, Nina Hartstone, Paul Massey, John Warhurst
  • FIRST MAN Mary H. Ellis, Mildred Iatrou Morgan, Ai-Ling Lee, Frank A. Montaño, Jon Taylor
  • MISSION: IMPOSSIBLE - FALLOUT Gilbert Lake, James H. Mather, Christopher Munro, Mike Prestwood Smith
  • A QUIET PLACE Erik Aadahl, Michael Barosky, Brandon Procter, Ethan Van der Ryn
  • A STAR IS BORN Steve Morrow, Alan Robert Murray, Jason Ruder, Tom Ozanich, Dean Zupancic

EFEITOS VISUAIS:

  • AVENGERS: INFINITY WAR Dan DeLeeuw, Russell Earl, Kelly Port, Dan Sudick
  • BLACK PANTHER Geoffrey Baumann, Jesse James Chisholm, Craig Hammack, Dan Sudick
  • FANTASTIC BEASTS: THE CRIMES OF GRINDELWALD Tim Burke, Andy Kind, Christian Manz, David Watkins
  • FIRST MAN Ian Hunter, Paul Lambert, Tristan Myles, J.D. Schwalm
  • READY PLAYER ONE Matthew E. Butler, Grady Cofer, Roger Guyett, David Shirk

CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO BRITÂNICA:

  • I’M OK Elizabeth Hobbs, Abigail Addison, Jelena Popović
  • MARFA Gary McLeod, Myles McLeod
  • ROUGHHOUSE Jonathan Hodgson, Richard Van Den Boom

CURTA-METRAGEM BRITÂNICA:

  • 73 COWS Alex Lockwood
  • BACHELOR, 38 Angela Clarke
  • THE BLUE DOOR Ben Clark, Megan Pugh, Paul Taylor
  • THE FIELD Sandhya Suri, Balthazar de Ganay
  • WALE Barnaby Blackburn, Sophie Alexander, Catherine Slater, Edward Speleers

EE RISING STAR AWARD

  • BARRY KEOGHAN
  • CYNTHIA ERIVO
  • JESSIE BUCKLEY
  • LAKEITH STANFIELD
  • LETITIA WRIGHT

 

Contactos

Quem Somos

Segue-nos