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«Dog Days» (Dias de Cão) por Jorge Pereira

Os cães são a desculpa para a criação de um filme mosaico sobre um grupo de personagens que vão “tropeçar” umas nas outras devido às peripécias criadas pelos “patudos”.

Intrinsecamente doce e extremamente manipulador do ponto de vista emocional, Dog Days é um somatório de clichés e elementos telenovelescos que quase transformam filmes como Hachiko ou Marley e Eu em obras primas do género.

Sim, por aqui temos um casal (Eva Longoria e Rob Corddry) que encontra num Pug o elo de ligação que falta para serem finalmente uma família com a sua recente filha adotada. Esse Pug está em fuga. O seu dono na realidade é um homem (Ron Cephas Jones) que agora o procura com a ajuda de um rapaz que entrega pizzas (Finn Wolfhard). Temos também o membro de uma banda irresponsável, uma jovem barista (Vanessa Hudgens) que empolga um amigo dos animais (Jon Bass), uma apresentadora de TV (Nina Dobrev) numa relação com um colega, e até uma psicologa (Tig Notaro) canina que termina todas as intervenções a dizer que a consulta custou 350 dólares.

Extremamente convencional e previsível nas resoluções e sempre pronto a captar a lágrima fácil, denotam-se os tiques de filmes como Love Actualy (O Amor Acontece) ou qualquer qualquer filme de natal fora de época, tal o estatuto entre o romântico e o familiar que obra adquire ao longo das suas quase duas horas em que cada cena é meticulosamente trabalhada para acabar com um sorriso nos lábios ou uma lágrima no canto do olho.

No todo, temos a mensagem que nos devemos amar a todos, ser amigos independentemente das nossas origens, credos e idades, e encorajar-nos a adotar cães necessitados. Enfim, um panfleto feel good a toda a força que aborrece mais que emociona.


Jorge Pereira



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