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«Das Schweigende Klassenzimmer» (A Revolução Silenciosa) por Jorge Pereira

É inevitável não vir à memória O Clube dos Poetas Mortos ou Sophie Scholl - Os Últimos Dias neste Revolução Silenciosa, um drama passado em Berlim Oriental por volta de 1956 que acompanha uma turma de finalistas de liceu que desafia o poder instituído através de dois minutos de silêncio em honra da revolução húngara nesse mesmo ano contra os sovietes.

Estamos perante um crowd-pleaser sem um final verdadeiramente feliz, baseado em factos reais que foram relatados no livro autobiográfico de Dietrich Garstka, aqui adaptados ao cinema por Lars Krume, que assume também a realização. E embora se sinta por vezes um grande didatismo, formalismo e academismo na linguagem cinematográfica, existe paralelamente uma forte introspecção existencial na avaliação das relações familiares, no lidar com o passado das personagens e do país (RDA), e na exposição das ideologias e do pensamento da juventude (vista como um perigo para regimes totalitários).

Krume, que já tinha assinado outro trabalho de época na forma de Fritz Bauer - Agenda Secreta, sobre o juiz e promotor alemão que desempenhou um papel essencial no início dos julgamentos de Frankfurt em Auschwitz, volta a pegar num pedaço da história pré- muro de Berlim para levar ao cinema. E embora uma delas se desenrole na parte oriental e a outra na ocidental, ambas têm como pontos comuns o tremendo sentido de paranóia e a guerra de propaganda, aqui materializada através de notícias verdadeiramente falsas, como a suposta morte do jogador de futebol húngaro, Puskas.

Uma nota para uma queda acentuada no melodramatismo na segunda metade do filme, a puxar à lágrima, quando se acentuam as pressões sobre os estudantes e conhecemos um pouco mais sobre as suas histórias. 


Jorge Pereira



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