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«K.O.» por Jorge Pereira

Sete anos depois do interessante Simon Werner a Disparu, e da série de TV Les Revenants, Fabrice Gober regressa com o thriller K.O., um filme sem identidade que vai buscar ideias aqui e ali - O Jogo (1997), Clube de Combate (1999), Stay (2005) [podia dizer mais, mas seria praticamente um spoiler] - e que culmina com um dos maiores déjà vu que o cinema francês ofereceu este ano. E tudo carimbado numa reviravolta  previsível que nos transmite a completa sensação de perda de quase duas horas da nossa vida.

Antoine Leconte (Laurent Lafitte) é um homem poderoso e arrogante em todas as facetas da sua vida, seja nas relações pessoais, amorosas ou laborais. Um dia, e após ser ameaçado de morte, vê-se a acordar num hospital, dando por si "transformado", sem que a mulher, a filha, os amigos ou os colegas reconheçam nele o estatuto que tinha (ou achava que tinha).

Se Gober consegue criar uma atmosfera misteriosa com a ajuda de uma banda-sonora bem conseguida de Jean-Benoît Dunckel (dos Air), e um enredo entre o sonho-realidade-verdade típico do cinema fantástico que nos prende até ao final no seu estilo hitchcockiano, todos os diálogos e personagens sustentam-se nos mais variados clichés, sejam estes as figurinhas de cartão cínicas do mundo da TV, sejam estes os romances patéticos em cena, repletos de frases feitas e sentimentos de cólera e amor enfiados a pontapé.

Humor involuntário, também não falta, com os atores por vezes a tropeçarem nas interpretações, nunca permitindo que o espectador acredite muito neles ou tenha qualquer empatia, sendo Chiara Mastroianni provavelmente a única exceção.

K.O. até podia ser um verdadeiro "Five of a kind" cinematográfico no género paranóia, mas revela-se apenas e só o mais manhoso dos bluffs desta temporada. Un navet!


Jorge Pereira



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