Menu
RSS

 



«Crazy, Stupid, Love» (Amor Estúpido e Louco) por Jorge Pereira

Crazy-Stupid-Love_28129.jpg

Cal Weaver (Steve Carell) está acomodado a tudo o que dispõe: emprego, casa, carro, esposa e filhos. Um dia, e após um jantar muito pouco romântico, a sua esposa, Emily (Julianne Moore), afirma querer o divórcio e informa-o que o traiu. Completamente arrasado, ao ponto de não falar uma palavra sobre o assunto, Carl abandona a casa e reinicia a sua vida.
 
Há décadas que Cal não sai, mas agora solteiro ele vai tentar a sua sorte num bar. Porém, noite após noite, ele queixa-se da traição da sua esposa, chamando a atenção de Jacob, um bon vivant que faz do engate a sua arte e vida. Cansado de ver Carl lamuriar-se, Jacob decide ajudá-lo, transformando um homem completamente destruído num animal da noite.
 
Paralelamente a esta história principal temos alguns outros cenários que demonstram a natureza do amor. Claro está que por ser uma comédia romântica pisamos terrenos comuns: há o miúdo com uma paixão por uma rapariga mais velha, que por sua vez tem uma paixoneta pelo seu pai; temos também o engatatão que se vai apaixonar e temos a jovem de espírito livre (mas reservada) que namora com um jovem abaixo da sua «liga». Tudo isto é «Amor Estúpido e Louco», um filme que não inventa a pólvora mas que cria inúmeras situações para bastantes gargalhadas.
 
Claro está que o grande destaque da obra vai para o elenco, recheado de valores sólidos, quer habituados ao género (como Carell), como de diversos outros. E aqui sobressai Ryan Gosling, um dos actores mais fortes do cinema americano. Já o tínhamos visto em dramas (Half Nelson), tragicomédias (Blue Valentine), romances profundos (The Notebook) e filmes de acção (Drive). Aqui ele desempenha um raro papel cómico, sempre de forma contida, mas com muito humor.
 
Já Carell repete um pouco o que tinha feito em «Date Night», ainda que aqui lhe seja mais exigido algum tom mais dramático. Quanto a Julianne Moore, a actriz cumpre, de novo num papel em que foi infiel (basta lembrar «The Kids are All Right», ou até o mais antigo «The End of The Affair»). A sua química com Carell é óptima e imaginamos mesmo que este casal viveu algumas décadas juntos. 
 
O mesmo acontece com Emma Stone e Gosling. Ambos demonstram ter muita química e os seus momentos funcionam como o lado mais romântico do filme.
 
Já Kevin Bacon e Marisa Tomei, embora desaproveitados, cumprem plenamente quando são chamados a intervir.
 
Concluindo, «Amor Estúpido e Louco» é uma óptima opção para um serão descontraído no cinema. Apesar de não ser uma obra eterna, tem prestações e momentos que o são.
 
A ver...
 
O Melhor: O elenco é fabuloso
O Pior: Tomei e Bacon são demasiado secundários
 

 
 Jorge Pereira
 



Deixe um comentário

voltar ao topo

Contactos

Quem Somos

Segue-nos