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Maïwenn fala sobre o assédio sexual e pede "unidade" às mulheres

A atriz e realizadora francesa Maïwenn ainda não tinha falado sobre o assunto desde que o caso de Harvey Weinstein surgiu em outubro passado, nem tão pouco comentou a carta assinada por 100 francesas, entre elas a atriz Catherine Deneuve, que defendia a liberdade dos homens "importunarem" e "seduzirem" as mulheres.

Numa entrevista realizada por Léa Salamé, para o programa Stupéfiant da France 2, a realizadora de Polissia e Meu Rei finalmente deu a sua opinião, escrita na forma de uma carta que a certo ponto a levou às lágrimas: "Escreva um filme, escreva uma carta, escreva um SMS, use palavras e frases que não significam para si o mesmo que para mim. Eu reivindico o direito de curar as minhas feridas como quero (...) Peço que não se julgue uma mulher se ela precisou escrever um livro sobre a sua história de assédio sexual [referência a Sandrine Rousseau, vítima de agressão sexual por parte do deputado Denis Baupin]. Eu reclamo o direito de não julgar uma mulher que pensa que deve resolver as coisas sozinha depois de uma violação. Não somos todos iguais na dor e na resiliência e não temos a mesma habilidade mental ou física de recuperar do nosso trauma. 

Não julgue uma mulher que gosta de violência enquanto faz amor. Não julgue uma mulher que nunca superou um apalpão. Não vamos julgar as mulheres intelectuais que falam e agitam os nossos hábitos. Por favor, vamos parar de nos julgar. (Neste momento, Maïwenn Le Besco começa a chorar).

Algo histórico está a acontecer neste momento, por isso vamos estar unidas. Todos devem poder sofrer com o quiserem, como quiserem e sempre que quiserem. Vamos conseguir."



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