Jorge Pereira - C7nema
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«Watchmen» chega à TV em 2019

Depois de ter sido aprovado um episódio piloto ainda em 2017, a HBO vai mesmo apostar numa temporada da versão televisiva de Watchmen, estando o lançamento programado para 2019. 

A série não será uma adaptação direta como o filme de 2009 de Zack Snyder, mas antes um 'remix' do material original. Regina King (The Leftovers), Don Johnson (Miami Vice), Time Blake Nelson (Monster), Louis Gossett Jr. (On Smoother Dirt), Adelaide Clemens (Rectify) e Andrew Howard (Hatfields & McCoys) fazem parte do elenco.

Damon Lindelof (Lost) será o produtor executivo. Inspirado numa graphic novel de Alan Moore e Dave Gibbons, Watchmen desenrola-se em 1985, numa realidade alternativa onde super-heróis existem. Richard Nixon é presidente pela terceira vez e a tensão entre os Estados Unidos da América e a União Soviética está mais forte do que nunca. Em 2009, surgiu uma adaptação cinematográfica pelas mãos de Zack Snyder.

Vale a pena lembrar que o projeto de levar Watchmen à TV tem sido planeado há anos. O realizador Terry Gilliam e o argumentista David Hayter chegaram a trabalhar no conceito, mas esse projeto nunca passou da fase de desenvolvimento.

Roma: trailer do novo filme de Alfonso Cuarón

Foi divulgado o trailer de Roma, o novo filme de Alfonso Cuarón (Gravidade).

Produzido pela Participant Media (responsável por obras como o oscarizado O Caso Spotlight) e distribuido pela Netflix, este Roma vai recriar o Massacre de Corpus Christi, em 1971, quando cerca de 120 estudantes que protestavam foram mortos por um grupo paramilitar conhecido como Los Halcones.

Em particular o filme vai seguir uma jovem trabalhadora doméstica, Cleo (Yalitza Aparicio), e a sua colega de trabalho, Adela (Nancy García García), que trabalham para uma família de classe média no bairro de Roma, no México. Mãe de quatro filhos, Sofia (Marina de Tavira), lida com a ausência prolongada de seu marido, e as notícias devastadoras vão levar Cleo a distrair-se de cuidar dos filhos de Sofia, que ela ama como a ela própria. Ao tentar construir um novo senso de amor e solidariedade num contexto de uma hierarquia social onde classe e raça são perversamente entrelaçados, Cleo e Sofia vão calmamente lutar com as mudanças num país que enfrenta confrontos entre milícias paramilitares apoiados pelo governo e manifestantes estudantis.

Recorde-se que Cuarón afirmou há meses atrás Cuarón que o sucesso de Gravidade permitiu que ele fizesse este projeto mais pessoal. A última vez que o realizador tinha trabalhado na sua terra natal foi em 2001 com Y Tu Mamá También (E tua Mãe Também), uma road trip com Diego Luna, Gael Garcia Bernal e Ana López Mercado no protagonismo.

Filmado a preto e branco, Roma tem a sua estreia no Festival de Veneza e chega aos cinemas & Netflix em dezembro

«Down The Dark Hall" (Corredor Assombrado) por Jorge Pereira

  • Publicado em Critica

Não é auspicioso o regresso de Rodrigo Cortés ao cinema. Sem créditos na escrita, mas na realização e montagem, o espanhol que surpreendeu (e muito) com o seu claustrofóbico Enterrado (Buried) assina este trabalho baseado na obra homónima da escritora Louis Duncan, o único da sua carreira que entra pelos meandros da ficção gótica de inspiração Lovecraft sobre uma jovem que devido às suas explosões de raiva é levada para um internato como forma de terapia.

É na Blackboard Boarding School que ela é - conjuntamente com outras jovens problemáticas - "reaproveitada" para uma nova vida e é aí que vai ter de lidar com uma enigmática e rígida diretora, Madame Duret (Uma Thurman), cuja crença nos "quatro pilares do conhecimento" - literatura, arte, música e matemática - formam a base dos ensinamentos. Escusado será dizer que Duret esconde uma agenda secreta e que a jovem (AnnaSophia Robb) começa a passar por diversas situações que exploram o sobrenatural e tocam nos códigos do cinema de terror.

O conceito deste Corredor Assombrado (Down a Dark Hall) é propício a diversos "Jump Scares", mas é na linha do mistério e do tom sombrio do filme "seita" que tudo funciona melhor, com a cinematografia de Jarin Blaschke (A Bruxa) e a banda-sonora de Victor Reyes (Red Lights, do mesmo realizador) a canalizarem muito do cinema de horror dos anos 60 e 70, tudo guiado por uma Uma Thurman que desde a sua primeira frase carregada de sotaque se apresenta como uma enigmática vilã pronta a manipular os seus peões (as alunas da escola) a seu belo prazer para invocar espíritos artísticos de outros tempos.

O problema é que do lado das vítimas - as jovens - aquilo que nos é oferecido são estereótipos contemporâneos de jovens problemáticas, de "misfits" tratados de forma superficial que não criam grande empatia com a audiência, muito por culpa dos seus passados planos e interpretações profundamente genéricas.

Nesta mescla geracional e de tons do cinema de terror, o filme acaba por perder-se em banalidades, poucas surpresas e derradeiramente numa mistura de estilos que lhe retiram unicidade, ambiente e um estatuto de verdadeiro temor, para além desta lavagem adolescente - tão arraçada do cinema que a produtora Stephenie Meyer (Twilight) faz - nos afastar de sentir medo ou pena das personagens. É que nesta mistura de cinema de terror gótico à antiga, com filme adolescente moderno, poderia até haver uma sensação "camp" de The Craft ( O Feitiço), mas o filme nunca parece encontrar um bom balanço, fracassando derradeiramente no seu todo, transformando-se em algo mais descartável, comum e até aborrecido do que merecia ser.


Jorge Pereira

Trailer de «Widows», o novo filme de Steve McQueen

Foi divulgado o trailer completo de Widows, o novo filme de Steve McQueen (Vergonha, 12 Anos Escravo), que conta com um elenco composto por Viola Davis (Vedações), Michelle Rodriguez (Velocidade Furiosa), Colin Farrell (In Bruges), Daniel Kaluuya (Get Out), Andre Holland (Moonlight), Liam Neeson (Taken) e Cynthia Erivo (The Tunnel).

Baseado numa minissérie inglesa que passou na ITV em 1983, em Widows acompanhamos  um grupo de assaltantes que são mortos durante um assalto. Coube então as suas esposas, agora viúvas, completar o «trabalho». Vale a pena notar que esta série teve duas sequelas britânicas - uma em 1985, Widows 2, e outra em 1995, She's Out! (1995) – bem como um remake norte-americano em 2002, tendo o enredo original mudado substancialmente.

Gillian Flynn, de Gone Girl, coescreveu o guião com McQueen. Estreia prevista para novembro.

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